The Orange Box – Team Fortress 2 (PC)

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Não tenho interesse em escrever sobre jogos free-to-play, mas como este Team Fortress 2 para todos os efeitos foi comprado na compilação The Orange Box da Valve, cá vai este artigo. The Orange Box é uma excelente compilação de jogos da Valve que até já foram revistos neste espaço, contendo o Portal, Half-Life 2 e os seus Episode 1 e 2, e este Team Fortress 2 como jogo meramente multiplayer. É um jogo bastante divertido e balanceado e o seu foco em micro transações não retira (grande) competitividade a quem jogue mais casualmente ou simplesmente não queira gastar dinheiro. A minha cópia do The Orange Box foi comprada algures em 2012, no ebay UK, tendo-me ficado por cerca de 15€. Infelizmente é uma edição EA Classics ao invés da edição normal, mas foi um erro do vendedor. Não me quis chatear e optei por ficar com esta versão na mesma.

The Orange Box PC

Compilação completa com caixa e folheto.

Em primeiro lugar devo dizer que ainda não joguei o primeiro Team Fortress, apesar de estar na minha biblioteca do Steam já há bastante tempo. Assim sendo, não tenho a certeza quais serão as reais inovações deste TF2 face ao original (tirando as microtransacções, claro), pelo que irei escrever sobre este TF2 como se não tivesse existido nenhum anterior.

Apesar de virtualmente inexistente no próprio jogo, existe um background histórico por detrás de Team Fortress 2, explicado no site/blogue oficial através dos seus vídeos promocionais ou mesmo banda desenhada que a equipa produtora vai publicando. Basicamente o jogo consiste na rivalidade entre os irmãos Redmond e Blutarch Mann (e posteriormente Gray Mann também entra na disputa), filhos de um notório ricaço britânico com uma poderosa indústria de armas. Podemos jogar então como um mercenário nas equipas Red e Blue, correspondentes a Redmond e Blutard, na sua longa disputa entre os seus territórios, minas e fábricas. Mais tarde surge o irmão perdido Gray Mann, com o seu exército de robots (dando lugar à campanha cooperativa Mann vs Machine). Mas apesar de as comics e vídeos promocionais estarem repletos de humor, no jogo nunca se dá grande importância a isso, no final de contas este é um jogo meramente multiplayer.

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O jogo possui ferramentas para editar vídeos do jogo e publicar na internet

Do que eu mais gostei no Team Fortress 2 foi mesmo do seu sistema de 9 classes, bem balanceadas com os seus pontos fortes e fraquezas características. Existem 3 tipos de classes: ofensivas, defensivas e de suporte, cada uma tendo 3 “profissões” diferentes. Nas ofensivas temos o Scout, bastante ágeis, capazes de saltar duplamente, mas a custo de menos vida; os Soldier, equipados com rocket launchers e com a habilidade de rocket-jump e os meus preferidos, os Pyro, munidos de um lança-chamas e completamente dementes. Nas classes defensivas temos o Demoman, que utilizam vários tipos de granadas e bombas que servem para plantar armadilhas explosivas; os Heavy, basicamente os sacos de porrada do jogo, conseguem absorver bastante dano, apesar de se movimentarem lentamente; e os Engineers, capazes de construir vários tipos de aparelhos, como sentry-bots, portais de teletransporte ou armazéns de munições e pontos de vida. Por fim temos as classes de suporte com os Medics, que como o nome indica conseguem curar os jogadores e possuem a habilidade de Ubercharge, conferindo invencibilidade temporária para eles mesmos e mais um companheiro; os Snipers que dispensam apresentações e por fim os Spies, capazes de se tornarem temporariamente invisíveis, mascararem-se de jogadores da equipa adversária, podendo-os assassinar com facadas nas costas, ou sabotar equipamentos construidos por Engineers inimigos. Cada classe possui uma arma principal, secundária e melee, que vão sendo distintas entre si. Classes como os Engineers, Medics ou mesmo os Spies se bem utilizadas tornam-se uma mais valia para a equipa, fazendo com que um jogo que aparentemente tem um feeling bastante arcade e carefree, também possa ter uma componente estratégica e de cooperação muito forte.

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Existem alguns modos de jogo e arenas especiais para determinados eventos como o Halloween ou Natal

Existem muitos modos de jogo diferentes, alguns foram sendo introduzidos com vários updates ao longo dos anos, como o Mann vs Machine, um modo cooperativo onde uma equipa tem de enfrentar diversas waves de robots e impedir que a enorme bomba que carregam chegue ao seu destino. Variantes dos já conhecidíssimos deathmatch, capture the flag e king of the hill são pontos assente, embora sinceramente nem os tenha experimentado, assim como várias versões de “Control Points“, onde vamos lutando com a outra equipa de forma a conquistar uma série de checkpoints ao longo de uma partida. Mas os modos de jogo que eu sem dúvida perdi mais tempo foram as variantes do Payload. Numa ou jogamos com a equipa defensiva (Red) ou ofensiva (Blue), em que estes têm de carregar um carrinho cheio de explosivos da sua base para a base adversária, ou noutro modo de jogo devem competir entre si, cada equipa levando o seu carrinho e tentando impedir que os inimigos levem o deles avante.

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Muitas arenas possuem a temática de extração mineira, algo que faz parte do background histórico do jogo

O facto de o jogo ter passado a um modelo “free-to-play” deve-se à micro-economia gerada no jogo, com os seus imensos items cosméticos, armas extra e muitos outros que podem ser adquiridos por diversos modos. Embora as armas/acessórios extra possam conter habilidades (e algumas desvantagens), que possam marcar a diferença ao estilo de jogo de cada um, ultimamente o jogo parece-me ser justo, pois muitos dessas armas podem ser adquiridas gratuitamente através de drops automáticas ao longo do jogo, outras por achievements. Para quem quiser gastar dinheiro pode sempre comprá-las na loja própria do jogo, assim como outros items cosméticos, ou pode também se aventurar no sistema de crafting, geralmente requirindo otros items ou metais que possamos comprar, para criar novos items. Outros ainda podem ser adquiridos como items promocionais ao comprar outro jogo, aconteceu-me ter recebido um item cosmético ao comprar o Faerie Solitaire, por exemplo. Infelizmente esta coisa toda dos items leva a que alguns jogadores entrem nalgumas partidas e façam apenas idle de forma a obter os items aleatórios, mas não estraga a experiência. Por outro lado, como o jogo tem um enorme suporte da steam workshop, existe uma enorme comunidade de jogadores a desenvolver mapas para o jogo, alguns deles acabam por sair mesmo em updates oficiais.

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É possível obter as mais variadas armas, acessórios e cosméticos por diversos meios

Visualmente o jogo possui um aspecto bastante cartoonish e colorido, o que na minha opinião acenta perfeitamente no ambiente bem humorado que transmite. O jogo parece decorrer algures nas décadas 60/70, pelo aspecto dos mapas que jogamos. Já estes são na sua maioria mapas industriais, ou de extracções mineiras, o que teoricamente assenta bem no background de história do jogo. Diria até que dos jogos que utilizam o motor gráfico source, este é mesmo o mais bem conseguido, precisamente pelo seu aspecto irrealista. As músicas, quando existentes, geralmente em menus e afins, são excelentes, e mais uma vez parecem mesmo assentar em filmes de acção/espionagem das décadas de 60 e 70. Os efeitos sonoros, como as falas das personagens, são também bastante icónicas do jogo, bem humoradas e agradaram-me bastante.

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Ver o mundo através da pyrovision é só a coisa mais awesome de sempre.

Para todos os jogadores de PC que gostem de bons jogos multiplayer, este é um daqueles jogos obrigatórios de se ter no Steam, até porque é gratuito. Ainda assim, quem gostar de o ter na prateleira e ter as “vantagens” de ser um utilizador premium, existem algumas lojas em Portugal que ainda vendem o jogo em caixa a 5€. Eu diria que é um muito melhor negócio obter logo a The Orange Box, uma compilação excelente que também se encontra a um preço bem agradável nos dias que correm.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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