Star Wars Rogue Squadron II: Rogue Leader (Nintendo Gamecube)

Star Wars Rogue Squadron II: Rogue LeaderDe todos os jogos de lançamento da Nintendo Gamecube, tanto nos mercados americano como europeu, o segundo Rogue Squadron era sem dúvida o que teve um maior impacto graficamente, demonstrando logo no lançamento das óptimas capacidades gráficas que a consola da Nintendo oferecia. E vindo da Factor 5, não era algo de propriamente novo, pois já no primeiro Rogue Squadron e o Battle for Naboo para a Nintendo 64 fizeram um excelente trabalho, o mesmo pode ser dito de muitos outros jogos do seu catálogo, sempre tecnologicamente impressionantes. Infelizmente, após o fiasco que foi o Lair para a Playstation 3, a Factor 5 não se aguentou e já não existe mais. Em relação a este jogo, o mesmo chegou à minha colecção algures nos anos 2004 ou 2005, tendo sido comprado no site de leilões Miau.pt (que já sinto saudades), por uma quantia não muito superior a 20€. Infelizmente não veio com manual e é uma versão integralmente em francês, não foi assim um negócio brilhante da minha parte, há-de surgir uma oportunidade de o substituir no futuro.

Star Wars Rogue Squadron II - Rogue Leader - Nintendo Gamecube

Jogo com caixa e papelada

Basicamente o jogo coloca-nos no controlo de diversas naves rebeldes, como os míticos X-Wing, Y-Wing, Snowspeeders entre outros, a combater em diversas batalhas icónicas dos 3 primeiros filmes da série, bem como outras missões “adaptadas”. Essas missões vão tendo vários objectivos, que geralmente caem sempre na categoria de abater naves imperiais, estruturas ou proteger transportadores rebeldes do fogo inimigo. Claro que algumas fas batalhas mais famosas dos filmes estão aqui fielmente representadas, como a batalha de Hoth, onde a comando de um Snowspeeder temos de mandar abaixo uns quantos AT-ATs, ou a enorme batalha de Endor, que nos coloca contra uns quantos Star Destroyers e um derradeiro combate na “nova” Deathstar.

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Antes das missões existe podemos treinar no planeta Tatooine. Dica: completem o treino em diferentes alturas do dia.

Os controlos são bons, com o analógico a controlar o movimento da nave, o outro para controlar a câmara, os botões faciais para disparar os lasers e armas secundárias, chamar o “Targeting computer”, ou alternar entre a perspectiva de terceira pessoa, ou a vista do cockpit. O analógico C-Stick controla a câmara, sendo que estando dentro do cockpit o efeito é muito mais interessante. As batalhas são frenéticas e mesmo possuindo um radar presente no ecrã que nos vai marcando a direcção dos objectivos e a posição dos inimigos e aliados, na imensidão do espaço é bastante frequente perder o rastro das naves inimigas, especialmente naqueles momentos “dog fight” em que temos de agir rapidamente. Para auxiliar, activando o targeting computer realça as naves no ecrã, facilitando um pouco mais as coisas. As missões possuem também uma série de power-ups escondidos em vários locais que melhoram os escudos das naves, os seus armamentos secundários, ou mesmo o próprio targeting computer que fica mais eficiente. Para além do mais com o direccional digital podemos dar diversas ordens aos nossos companheiros que nos acompanham neste esquadrão, onde podemos ordenar que se foquem em naves inimigas, outras armas, que formem ao nosso lado, ou que fujam do perigo.

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A batalha na primeira Death Star não é tão apoteótica como a batalha de Endor

Mas o conteúdo secreto/bónus não se fica por aí: No final de cada missão a nossa performance é avaliada ao longo de diversos critérios, podendo resultar em medalhas que vão desde o bronze ao ouro. Ao obter os melhores resultados possíveis vamos desbloqueando diversas novas naves, como a Milleniun Falcon de Han Solo, a Naboo Starfighter da primeira trilogia, ou mesmo algumas naves Imperiais.  Inicialmente apenas podemos jogar uma missão com a nave especialmente assignada para a mesma, mas após a completarmos, poderemos rejogá-la com qualquer das outras naves desbloqueadas. Para além do mais, são mesmo desbloqueadas umas 5 missões de bónus, em que em duas delas acabamos por jogar com nem mais nem menos que o próprio Darth Vader. Ainda com o conteúdo bónus, ao terminar o jogo podemos também desbloquear um modo comentário por parte dos developers (penso que por volta de 2001/2002 isto não era uma práctica habitual), bem como uma espécie de pequeno documentário de Making-of e artwork. Muito por descobrir, portanto. O único senão está mesmo na falta de qualquer modo de jogo multiplayer.

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Os fundos no espaço são muito bons mesmo.

Graficamente é um jogo soberbo, em especial as batalhas travadas em pleno espaço, com belíssimas paisagens de fundo, e um jorro de lasers coloridos a atravessar constantemente o ecrã. Especialmente nas últimas missões, em que tudo está a acontecer ao mesmo tempo, e pouco tempo temos de apreciar os belos gráficos que o jogo apresenta. As naves espaciais possuem um detalhe impressionante para a época, e não é por acaso que na parte de trás da caixa do jogo exista uma mensagem a dizer que os gráficos dos screenshots ali mostrados são mesmo de imagens in-game. No entanto, quando as batalhas já são em planetas, notam-se mais as texturas algo pobres em alguns cenários. No entanto, o campo de visão continua muito vasto. Mas Rogue Squadron II não é apenas um jogo bonito, o som e música estão igualmente excelentes. Em primeiro lugar a narrativa. Antes de seleccionar cada nível ouvimos um narrador a descrevê-lo em detalhe, bem como os seus objectivos principais. O mesmo acontece quando nos encontramos no hangar a escolher a nave que queremos pilotar. Durante as missões, as falas entre as várias personagens, em conjunto com os belos gráficos e uma banda sonora de luxo quase que nos convencem que estamos a assistir aos filmes. Sim, a banda sonora é toda orquestrada, incluindo as músicas que fazem parte da banda sonora dos filmes. Não poderia pedir mais.

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Gostei bastante da maneira como implementaram a vista do cockpit

Desde Star Wars Arcade e mesmo do primeiro Rogue Squadron que não se via um shooter espacial Star Wars como deve ser. Rogue Squadron II é um excelente jogo de lançamento para a consola cúbica da Nintendo, apresentando um audiovisual mesmo muito bom para os parâmetros de 2001, e acima de tudo uma envolvência excelente, em conjunto com uma boa jogabilidade. É realmente pena a Factor 5 ter fechado portas, ver um novo Rogue Squadron em alta definição, com centenas de naves espaciais no ecrã deveria ser um regalo para os olhos.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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