Scratches: Director’s Cut (PC)

Declaro oficialmente aberta uma nova rubrica neste espaço: as “Rapidinhas”. Como o nome indica, serão artigos mais curtos, geralmente incidindo sobre jogos que tenham vindo parar à minha colecção através de bundles ou ofertas e que sejam jogos que: não façam de todo o meu género; jogos bastante simples; conversões de outros jogos já analisados aqui anteriormente ou jogos unicamente multiplayer que eu não tenho grande tempo para os jogar. Dentro dessas categorias ainda assim existirão algumas excepções. Introduções feitas, passemos ao artigo.

Scratches Director's CutProduzido pelo já extinto estúdio argentino Nucleosys, Scratches é um pequeno jogo de aventura em 3D, com mecânicas inspiradas pelos clássicos Myst ou Riven, no entanto com um clima de suspense e terror. O jogo veio-me parar à colecção do steam algures neste ano, por intermédio de um qualquer bundle que agora não me recordo mas certamente terá custado uma ninharia.

Neste jogo somos um escritor britânico chamado William Arthate em plenos anos 70, que por coincidência escreve livros de terror. De forma a tentar ganhar inspiração para o final do seu próximo livro, adquire uma enorme mansão victoriana numa localidade rural que foi abandonada nos anos 60, após um reconhecido indivíduo alegademente ter assassinado a sua esposa e suicidar-se em seguida. Ao investigar a propriedade é que nos vamos apercebendo do mistério que a mansão esconde e como sempre, o sobrenatural está presente.

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As conversas telefónicas são “triggers” para se avançar na história

A jogabilidade é então semelhante à do Myst, sendo este um jogo de aventura point and click mas com uma perspectiva de primeira pessoa. Ao contrário de Myst onde os cenários eram estáticos, aqui o jogador tem a liberdade de olhar para onde quiser, como se um FPS se tratasse. No entanto, é a movimentação que é travada. Ao mexer o cursor (indicado por uma mão) vai mudando de forma, indicando se podemos inspeccionar ou interagir com algum objecto, ou andar naquela direcção. Ao clicar nessa direcção então um novo plano surge no ecrã. De resto o jogo possui imensos puzzles característicos deste género, embora muitos deles sejam mais lógicos. Ainda assim há muitas acções que temos de tomar para avançar na história que não são muito previsíveis, como por exemplo termos de telefonar à nossa secretária para traduzir uma carta.

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Não é apenas o interior da casa que podemos explorar, mas também outras àreas como esta estufa ou uma capela.

Graficamente o jogo não é nada do outro mundo. Para os padrões de 2006 apresenta gráficos relativamente bonitos, mas isso apenas porque os cenários são estáticos, não apresentando quaisquer animações. De vez em quando lá vem uma CG, mas é raro. No entanto mesmo para os padrões de 2006 é um jogo que devia estar melhor optimizado, pois tive de o correr numa resolução muito baixa e não havia maneira de mudar a não ser editando um ficheiros de configuração escondidos no PC, e mesmo assim dava problemas. Por outro lado o voice acting é competente e a música em si é excelente. Indo buscar alguns acordes melancólicos, outros dissonantes a ecoar pela casa, ou mesmo noise tenebroso, conseguem criar uma atmosfera bem mais tensa que a própria história tenta fazer.

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A história vai sendo contada também por vários textos que vamos descobrindo

No fim de contas este é um jogo que eu recomendo apenas a quem for um fã incondicional de jogos de aventura point and click e/ou de terror. Sendo um jogo de exploração em 3D “livre” e na primeira, a sua interface não me parece nada adequada, um bom exemplo disto seria o Anna. Ser um jogo mal optimizado para os PCs de hoje em dia também não é muito abonatório. Por fim, basta referir que esta versão “Director’s Cut” inclui um capitulo extra chamado “The Last Visit”, onde, através de uma outra personagem e vários anos depois, fazemos uma nova incursão à casa, revelando um bocadinho (um bocadinho mesmo) mais da história.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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