Sonic the Hedgehog (Sega Mega Drive)

Sonic the HedgehogTempo agora para escrever um artigo de um verdadeiro clássico. Este foi o jogo que realmente colocou a Mega Drive no mapa, especialmente em solo americano e europeu. Apesar de antes de Sonic the Hedgehog a Mega Drive já tinha alguns jogos excelentes, como Revenge of the Shinobi, Altered Beast ou Golden Axe, foi apenas com o lançamento deste Sonic the Hedgehog que a Mega Drive passou a liderar temporariamente o território americano e também o europeu. É um dos jogos que melhores memórias guardo da minha infância, apesar de só ter entrado para a minha colecção neste ano de 2013, quando consegui finalmente comprar uma Sega Mega Drive. A minha cópia foi comprada no bar 1UP em Lisboa, tendo-me custado quase 4€. Está completa e em óptimo estado. Curiosamente, um dos primeiros artigos deste blogue incidiu no primeiro videojogo que alguma vez tive, o Sonic the Hedgehog, mas para a Master System. Será um paralelismo interessante.

Sonic the Hedgehog - Sega Mega Drive

Jogo com caixa e manuais.

Sonic não é a primeira escolha da SEGA para uma das suas mascotes, com Alex Kidd, Wonderboy ou mesmo a nave do Fantasy Zone terem tentado esse lugar sem grande sucesso. Assim sendo, e continuando na onda de “Genesis does what Nintendon’t”, a Sega quis apostar numa mascote que fosse a antítese total de Mario. O resultado, após diversos candidatos propostos, foi um certo ouriço azul bastante veloz e com uma personalidade mais “cool” para a faixa jovem dos anos 90. E enquanto isso seria suficiente para uma boa campanha de marketing, ser um bom jogo era imprescindível e de facto Sonic the Hedgehog é um excelente jogo de plataformas. A história é simples, como todos os jogos do género eram: um cientista maluco de nome Dr. Ivo Robotnik, ou simplesmente Eggman como era conhecido no Japão tenciona dominar o mundo, transformando inocentes animais em robôs. Sonic, o jovem e irreverente ouriço, é o único que se revolta contra Robotnik e o resto já sabemos.

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Poucos ecrãs-título tiveram tanto impacto em mim como este.

O jogo está dividido ao longo de diversas zonas temáticas, cada uma com 3 actos, onde o último assenta sempre numa luta contra um boss – Robotnik e as suas maquinices. A jogabilidade de Sonic sempre assentou na velocidade estonteante do ouriço, e nos níveis repletos de secções mais “montanha russa”, com loops e descidas vertiginosas. Isso tudo colmatado com boas secções de puro platforming, algo que foi perdendo a coerência nos jogos mais recentes, mesmo nos Sonics em 2D para as portáteis da Nintendo GBA e DS. As mecânicas de jogo são idênticas, excepto na Labyrinth Zone, com várias secções subaquáticas, onde a mobilidade é mais lenta e acima de tudo, Sonic pode morrer por falta de ar. Para isso apenas terá de sugar umas bolhas de ar que surgem periodicamente em algumas secções dos níveis. Esta é uma mecânica algo infâme e a música que começa a tocar quando Sonic está prestes a sufocar é bastante stressante, mas faz parte do pacote. Os anéis que Sonic pode coleccionar, são algo ligeiramente equivalentes às moedas de Super Mario, na medida a que em cada 100 que se coleccione em cada nível, Sonic ganha mais uma vida. Ter anéis, mesmo que seja apenas um, serve de escudo a Sonic, impedindo-o de morrer se for atingido por algum inimigo ou obstáculo como picos, lava, etc.

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Estes níveis aquáticos tiraram o sono a muitas crianças, mas não são difíceis, apenas chatos.

Ao chegar ao final de cada nível, se tivermos mais de 50 anéis em nossa posse, podemos entrar num nível de bónus, de forma a tentar obter uma das 7 esmeraldas caóticas necessárias para obter o melhor final. No entanto nas versões 8bit do jogo as esmeraldas eram encontradas em locais não tão facilmente acessíveis ao longo das várias zonas, e os níveis de bónus serviam unicamente para obter mais pontos, vidas e continues. A meu ver é algo que faz mais sentido, mas a Sonic Team achou que não. Aqui os níveis de bónus são uma espécie de plano que rodopia, inspirado também pelas máquinas de pinball, com Sonic a ser lançado constantemente de um lado para o outro. A ideia é o jogador progredir nesse labirinto da melhor maneira possível, evitando entrar em contacto com uma zona de “saída” e abrindo caminho até alcançar a esmeralda.

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Exemplo de um dos níveis de bónus. A ideia é manter o contacto com aqueles quadrados coloridos, de forma a desaparecerem para apanhar a esmeralda que está no centro

Graficamente é indiscutível que Sonic the Hedgehog era possivelmente o jogo mais bonito da biblioteca da Mega Drive lançado até à data. Repleto de cores vibrantes, zonas visualmente muito distintas entre si, e uma fluidez de jogo incrível, Sonic teve um sucesso tremendo e é fácil entender-se o porquê. A Mega Drive tem uma paleta de cores reduzida em comparação com a rival Super Nintendo, no entanto basta olhar para a Green Hill Zone, zona de introdução  ao jogo (quaisquer semelhanças com este blogue são mera coincidência, ou não) para se observar o quão bonito o jogo é. E em movimento então nem se fala. Mas não foi só nos gráficos bonitos e fluidez de jogo que Sonic the Hedgehog é um marco tecnológico na consola. A sua banda sonora é igualmente de uma qualidade soberba. Mais uma vez, o chip de som da Mega Drive é inferior ao da Super Nintendo (no entanto acho que a Mega Drive tem mesmo som de videojogo, mas isso é assunto para outra conversa) e as músicas são bastante catchy, assim como os efeitos sonoros que perduram na minha memória até hoje.

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Indubitavelmente, um dos níveis mais icónicos dos videojogos

Concluindo, Sonic the Hedgehog é um excelente jogo de plataformas, obrigatório na colecção de qualquer fã que se preze, até porque é um jogo bastante fácil de se achar completo e a bom preço, mesmo em Portugal. O jogo foi convertido para várias outras plataformas, sendo incluido em imensas colectâneas de jogos do Sonic, Mega Drive ou Sega no geral. Mas nada bate o original. As suas cores vibrantes, excelentes músicas e acima de tudo a fluidez com que o jogo corre deram toda a razão e mais alguma ao termo “blast processing” para caracterizar a Mega Drive. Ainda assim, a Sega conseguiu-se superar com o Sonic 2 também para a Mega Drive, mas isso será assunto para um outro artigo.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
Esta entrada foi publicada em Mega Drive, SEGA. ligação permanente.

Uma resposta a Sonic the Hedgehog (Sega Mega Drive)

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