Capsized (PC)

De volta aos jogos indie para PC, pois tem sido o que mais tenho vindo a jogar ultimamente, para mais um artigo curto. Capsized é um sidescroller futurista, misturando a jogabilidade de um Metal Slug e Bionic Commando com um interessante sistema de física. Produzido pelo estúdio Alientrap, é um jogo lançado originalmente durante o ano de 2011, tendo sido também lançado para a X360 durante este ano de 2013. A minha cópia digital veio-me parar ao catálogo do Steam por intermédio de mais um Humble Indie Bundle, desta vez o oitavo, em conjunto com jogos como Dear Esther ou Proteus.

Capsized PCA história é simples, tomamos o papel de um astronauta que vê a sua nave a despenhar-se num planeta hostil. Ao longo do jogo teremos de encontrar os restantes companheiros, eventualmente reparar a nave e escapar do planeta, enfrentando imensos inimigos pelo caminho. A jogabilidade é a de um sidescroller, porém com diversas peculiaridades. A personagem pode ir saltitando de parede em parede, utilizar um gancho para se balancear ou puxar inimigos/objectos, ou mesmo atirar com esses objectos para os inimigos. Para além do mais possuimos também um jetpack que permite navegar mais livremente em áreas abertas, contudo o combustível é escasso. O arsenal que vamos encontrando ao longo do jogo é bastante vasto, desde metrelhadoras, passando por rockets, lança-chamas e outras armas variadas, cada uma com um modo secundário de disparo e também cada uma indicada para diversas situações. Os controlos é que me foram um pouco confusos. Utilizando um setup de teclado e rato, o teclado é utilizado para movimentar a personagem, bem como utilizar o gancho ou o jetpack. Já o rato é utilizado para apontar a arma e disparar, tanto no modo normal como no secundário. Ora para quem se habituou a jogar sidescrollers deste género como o já referido Metal Slug ou até os Contra, sempre os jogou apenas com um D-Pad para controlar o movimento e a mira, mais uns botões para distribuir lenha. Aqui é frequente eu atrapalhar-me ao andar com o boneco para trás, a pensar que iria disparar nessa direcção e acabo por mandar uns tiros noutra direcção completamente diferente, pois era aí que estava o ponteiro do rato. É certo que é apenas uma questão de hábito, mas old habits die hard.

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O gancho pode ser utilizado em qualquer superfície, objecto ou mesmo inimigo e é fulcral ao longo do jogo.

Ainda assim, acho interessante toda a física que está envolvida no jogo. Utilizar o Jetpack tem uma certa aceleração, o “swing” com o gancho requer ganhar balanço, inimigos que aumentam a sua forca gravítica de forma a “sugar” todos os objectos (e projecteis) à volta para depois os cuspir novamente para o jogador, entre outros. A variedade de armas também é benvinda e em conjunto com uma munição restrita faz-nos sempre pensar 2x antes de puxar o gatilho. O modo campanha do jogo decorre ao longo de 12 níveis, cujos podem ter diferentes objectivos, desde simplesmente encontrar a saída, como resgatar todos os colegas, encontrar objectos ou destruir uns certos inimigos. Em todos os outros casos é até possível finalizar os níveis sem matar mais ninguém sequer – embora seja difícil. Esses objectivos estão marcados no ecrã, com uma “bússola” tal como é utilizada em FPS como Call of Duty, indicando com setinhas a posição do(s) objectivo(s). Para além do modo campanha existem também outros modos de jogo. Dentro do menu “Arcade” podemos encontrar um modo cooperativo local que nos permite jogar toda a campanha a 2, onde um jogador utiliza o teclado e rato, outro um gamepad. Um deathmatch em splitscreen está também presente, bem como outros modos como timetrials, survival ou o “Armless fighting“, onde jogamos sem qualquer arma.

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De notar o círculo no fundo, à direita, que nos indica o objectivo do nível

Graficamente é um jogo interessante. Desde as cutscenes claramente inspiradas em banda-desenhada, até pelo mundo vibrante em que nos encontramos. Desde os nativos que nos atacam com lanças e tudo o resto, passando pela inofensiva fauna local ou outros insectóides mais agressivos – que até me fazem lembrar de certa forma os Metroids – é um jogo visualmente bem conseguido e com bonitos efeitos de luz. A banda sonora é que me passou de certa forma ao lado.

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Não se pode dizer que Capsized não tenha uns bonitos visuais

No fim de contas Capsized é um sidescroller que pode agradar aos fãs do género, contudo a mim não deixa assim grandes recordações. Algumas armas são bastante interessantes, assim como a física que implementaram no jogo. Contudo aqueles controlos acho que poderiam ter sido melhor adaptados. Ainda assim, tendo em conta o preço reduzido a que o comprei, e provavelmente mais tarde ou mais cedo fará parte de mais algum Humble Bundle, poderá ser um jogo a ter em conta para quem gosta.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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