Serious Sam: The First Encounter (PC)

Serious Sam é uma interessante série de FPS desenvolvida pelo estúdio Croata Croteam. Digo interessante, embora se tenha tornado extremamente repetitiva com os vários lançamentos. Serious Sam é um FPS onde nada mais interessa a não ser os tiroteios constantes, a história existe mas é totalmente posta em segundo plano. Os jogos Serious Sam são então conhecidos por apresentarem níveis gigantescos (com uma vasta área para explorar) em conjunto com grandes números de inimigos no ecrã, tornando-se numa carnificina constante. São também apontados como sendo jogos com alguma sátira, à lá Duke Nukem 3D, mas pelo menos falando neste jogo, não concordo. Este jogo veio-me parar às mãos (bem como todos os outros jogos da série) através de um Humble Bundle qualquer, comprado por uma bagatela, como habitual.

Serious Sam: The First EncounterA história de Serious Sam é simples: num futuro próximo, a humanidade descobriu no nosso planeta ruinas de uma civilização extraterreste bem mais avançada que permitiu à humanidade muito rapidamente desenvolver-se tecnologicamente e ir conquistando os confins do universo. Contudo a certa altura seres de uma outra dimensão começam a atacar ferozmente os humanos que, mesmo com toda a tecnologia disponível vêem-se a perder batalha atrás de batalha. A última esperança recai num artefacto deixado por essa antiga civilização, que permite a uma única pessoa viajar no tempo. A escolha caiu em Sam “Serious” Stone, uma lenda vida da resistência humana, tendo sobrevivido a imensos confrontos sangrentos com os aliens, basicamente o Rambo lá do sítio. Assim sendo Sam foi transportado para o passado, em alturas da antiga civilização egípcia, à procura de alguma forma alterar o futuro, prevenindo o ataque alienígena. Contudo quando lá chega, os outros também o acompanharam. História algo cliché, mas felizmente esse não é o foco do jogo.

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Os visuais com a temática egípcia são uma constante. Pena é não haver quaisquer humanos para além do Sam

É na jogabilidade agressiva e caótica provocada pelas waves constantes de inimigos que o jogo tem a sua fama. Basicamente o fluxo do jogo é entrar num espaço bastante amplo, derrotar dezenas de inimigos (lá mais para os últimos níveis é comum ter mais de 40 inimigos no ecrã), quando derrotamos os inimigos uma porta abre-se e repete-se o processo. Ok, não é só isto, tem um ou outro puzzle básico de carregar em botões ou coleccionar alguns artefactos de forma a progredir no jogo, mas esses são segmentos simples, aqui o que importa mesmo é o combate frenético. E para combater tanto bicho, Serious Sam tem um arsenal à altura. Desde revólveres, shotguns, metrelhadoras, até ao armamento mais pesado como os tradicionais lança-rockets e granadas, armas laser, ou mesmo um canhão ridiculamente grande e poderoso, mesmo como manda a lei neste género de shooters. Infelizmente esta pouca variedade acaba por tornar o jogo algo repetitivo, sendo recomendável ser jogado com moderação. Para além da campanha single-player, Serious Sam: The First Encounter conta também com alguns modos multiplayer, a começar por duas variantes do já velho conhecido Deathmatch, até um modo cooperativo, onde podemos jogar níveis à escolha, ou mesmo o jogo principal na totalidade.

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Infelizmente alguns inimigos ficam estáticos, a IA deixa algo a desejar.

Tecnicamente era um jogo impressionante para a época (lembrar que foi lançado em 2001). Para além de gráficos bem detalhados – todos os visuais egípcios foram muito bem implementados, na minha opinião – o jogo apresenta cenários com uma área muito grande, sem loadings visíveis, com imensos inimigos no ecrã ao mesmo tempo e com muita fluidez no jogo, mantendo um framerate constante. De vez em quando temos também de combater bosses e estes são também titânicos. O jogo possui também efeitos de luz muito bem implementados para a época, pelo que no quesito eye-candy, a CroTeam esteve de parabéns. Infelizmente a inteligência artificial deixa muito a desejar, com os imigos a investirem constantemente contra o jogador, porém compreende-se que com tanto inimigo no ecrã ao mesmo tempo, alguma coisa teria de ser sacrificada. O voice acting é mediano, tentaram tornar Serious Sam numa personagem algo à lá Duke Nukem com as suas one liners sarcásticas e pelo menos neste jogo não acho que tenha sido bem conseguido. Nos jogos seguintes já me parece que se tenham esforçado mais nesse aspecto. Já a banda sonora acho mais interessante, pois varia desde melodias mais atmosféricas com muitas influências egípcias, passando para um heavy metalzinho à maneira naqueles combates mais caóticos.

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Este nem é um número assim tão grande de inimigos em simultâneo, mas já dá para ter uma ideia

De resto Serious Sam traz também com o jogo imensas ferramentas para a comunidade modding, com editores de níveis para criar novos mapas ou mesmo um editor de modelos para criar novos objectos. Confesso que não prestei atenção a essas ferramentas, pelo que não sei o quão user-friendly são e as suas features. Assim sendo, Serious Sam: The First Encounter é um bom jogo para se ir jogando de vez em quando. A sua jogabilidade mais oldschool é muito benvinda, embora o jogo seja repetitivo com as waves constantes de inimigos, em cenários imensamente grandes. A história ficou a meio, sendo contada no jogo seguinte, o Serious Sam: The Second Encounter. Ainda assim este jogo viu também um remake HD em 2009, com o jogo a ser refeito de raiz utilizando a engine do Unreal 3, introduzindo também alguns novos modos de jogo. Mas sobre essa versão escreverei mais à frente.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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