Phantasy Star Online (Sega Dreamcast)

Phantasy Star OnlineBom, este é um jogo que merecia um artigo exaustivo por ter sido um ponto de viragem tão drástico na clássica série de RPGs da Sega, bem como um dos jogos mais inovadores do catálogo da Dreamcast. Mas não vai ser o caso, por culpa do Phantasy Star Online Episode I & II para a Nintendo Gamecube, que me chegou à colecção muito antes deste jogo, que por sua vez inclui tudo o que o jogo da Dreamcast tem e muito mais.  Assim sendo, acao sempre por recomendar uma leitura do artigo da conversão/sequela que a consola da Nintendo recebeu, pois terá mais detalhe. Esta versão Dreamcast chegou-me à colecção ainda neste ano, tendo sido comprada a um coleccionador particular, por 8€. Tirando os problemas habituais na caixa, está em bom estado e inclui uma demo do Sonic Adventure 2.

Phantasy Star Online - Sega Dreamcast

Jogo completo com caixa, manual, papelada e demo do Sonic Adventure 2

Phantasy Star Online foi um jogo bastante revolucionário, tendo sido o primeiro MMORPG a ser lançado numa consola. Mas PSO é algo diferente dos MMOs que mesmo na época existiam, na medida em que apesar de podermos socializar com meio mundo, na verdade apenas equipas de até 4 jogadores no máximo podem jogar ao mesmo tempo. E para quem acompanhou a série desde os tempos da Master System / Mega Drive, a jogabilidade também mudou bastante, passando de um RPG clássico com batalhas por turnos para um “hack and slash” 3D. A história também mudou bastante face à série original, apesar de existirem alguns hints por parte da Sega que existe uma ténue relação entre os acontecimentos da série clássica, Online e Universe. Basicamente a história consiste na odisseia dos habitantes do planeta Coral, que após se ter tornado inabitável deu-se um êxodo em massa para o planeta de Ragol, a bordo de  duas naves gigantescas: Pioneer 1 e 2. A Pioneer 1 foi a primeira a arrancar, tendo-se estabelecido em Ragol com sucesso. Quando chega a vez dos habitantes da Pioneer 2, dá-se uma enorme explosão no planeta que dizimou todos os colonos da Pioneer 1. Assim sendo, cabe aos membros do Hunter’s Guild explorarem Ragol à procura de respostas para o desastre, para que depois os habitantes da Pioneer 2 se possam mudar definitavamente para a nova casa. Este primeiro jogo coloca-nos a explorar 4 diferentes áreas (Forest, Cave, Mines e Ruins), cada uma com o seu boss – sendo o último um velho conhecido da série.

screenshot

O já icónico ecrã de título

Como qualquer bom MMORPG, inicialmente somos convidados a criar a nossa personagem, escolhendo a raça (Human, Cast ou Newman) e classe (Hunter – própria para combate corpo-a-corpo, Ranger para quem prefere usar armas de fogo, ou Force, os “feiticeiros” do sítio). Como é natural, as raças têm também diferentes atributos, o que, em conjunto com as classes resultam em personagens com diferentes habilidades e características. O jogo não possui uma skilltree elaborada como em muitos outros MMOs, mas cumpre o seu papel por ser um jogo bastante funcional. Posteriormente podemos optar por jogar offline ou online. Enquanto no modo offline jogamos sozinhos, online poderíamos jogar com um grupo de até 4 jogadores, ao longo das 4 áreas de jogo. Existem também várias sidequests que podem ser jogadas offline, onde a história do jogo até acaba por ser contada com mais algum detalhe. No entanto era no modo online que a piada do jogo estava, afinal o grinding interminável para se obter items raros e coloridos sempre é mais agradável fazê-lo com companhia.

screenshot

Uma das builds que podemos escolher. Eu pessoalmente tenho ido sempre para os all-around human hunters

Graficamente é um jogo competente, tendo em conta que saiu para a Dreamcast e já no ano de 2000. A Dreamcast era uma consola competente na sua altura mas também tinha as suas limitações, e num jogo online totalmente em 3D é exigido mais recursos do sistema, pelo que os visuais eram algo simples. No entanto este PSO marcou um “modernismo” visual na série Phantasy Star que sempre me agradou, desde no design dos personagens, armas e equipamentos, como em toda a envolvente “high-tech” à volta dos cenários e afins. Sonoramente também é um jogo que para mim é memorável, tanto que muitos dos seus efeitos sonoros e músicas são utilizados ainda hoje, nas iterações mais recentes da série. A música tem sempre uma componente futurista, e embora não seja propriamente algo épico de se ouvir, adapta-se bem à atmosfera do jogo e é agradável para as sessões de grinding.

screenshot

A primeira área é a mais colorida. Blue sky in games 4eva.

Infelizmente não tinha Dreamcast na altura em que o jogo saiu, pelo que nunca o joguei online na sua incarnação original. O facto de ter uma mensalidade também não ajudava, o que em conjunto com o modem 33kbps com que a Dreamcast vinha no território Europeu também não era muito convidativo para passar horas “ao telefone” com os tarifários da internet na altura. Embora não deixe de ser um dos jogos mais icónicos do catálogo da última consola da Sega, esta versão em concreto apenas recomendo a sua compra pelo valor histórico ou por coleccionismo. No ano seguinte, também para a Dreamcast (e PC) foi lançado o Phantasy Star Online Ver.2, que incluiu várias novidades, desde subir o level cap, novos items, novos modos de jogo e novas sidequests disponíveis offline. Depois foi lançado para a Nintendo Gamecube e Xbox o já referido Phantasy Star Online Episode I & II, que mais uma vez inclui tudo o que já tinha sido lançado anteriormente mais uma expansão e outras novidades. Ainda assim, enquanto a Sega não decide se traz para o ocidente o novo Phantasy Star Online 2, a melhor alternativa de jogar o clássico continua a ser o Phantasy Star Online Blue Burst para PC. É um jogo que, apesar de já estar descontinuado, pode ser jogado em servidores privados, incluindo o conteúdo do PSO Episode I & II e uma nova expansão, o Episode IV. Para quem não sabe, o Episode III é um jogo completamente diferente, exclusivo da Nintendo Gamecube, essa consola com uma presença online fortíssima…

Anúncios

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
Esta entrada foi publicada em Dreamcast, SEGA com as etiquetas . ligação permanente.

Uma resposta a Phantasy Star Online (Sega Dreamcast)

  1. Rupika diz:

    Olá! Mantemos o game Phantasy Star Online disponível para jogar online e de graça em nossa língua, será que vocês poderiam divulgar?

    Segue os links com todas as informações dos dois jogos:
    http://www.phantasystaronlinebrasil.blogspot.com.br/2014/01/download-do-phantasy-star-online-v2-pc.html
    e
    http://www.phantasystaronlinebrasil.blogspot.com.br/2014/01/download-do-phantasy-star-online-blue.html

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s