English Country Tune (PC)

De volta aos artigos mais pequenos, mais uma vez com um jogo indie. English Country Tune é um puzzler produzido pela increpare games, que desafia a nossa percepção de lógica e física num espaço tri-dimensional. A minha cópia digital chegou-me ao steam através do Humble Indie Bundle 8, um bundle que incluiu jogos como Dear Esther, Proteus ou o fenomenal Hotline Miami – um dos melhores Humble Indie Bundles lançados, na minha opinião.

English Country Tune PCE então em que consiste este jogo? Bom, em primeiro lugar controlamos um quadrado que se desloca num espaço tridimensional. Depois, o jogo está dividido entre diferentes “mundos” com conceitos de jogabilidade diferentes. Larva é uma versão tridimensional de Sokoban, o puzzler clássico da Famicom que consistia em um bonequinho arrumar uma série de caixas em certos pontos. Ora aqui as coisas são bem mais complicadas, pois o quadrado que controlamos é bi-dimensional, podendo ser movido num espaço 3D, seja pelo “chão” ou paredes. De facto, em cada nível podemos rodar à vontade o campo de jogo, fazendo com que os conceitos de chão e parede percam o seu sentido. Em Larva, o objectivo consiste em “arrastar” esferas até umas caixas, mas à medida que jogamos as coisas vão-se complicando, onde surgem superfícies que o quadrado não consegue percorrer, e a gravidade começa a entrar nas contas. E é aqui que as coisas ficam ainda mais bizarras, pois no mundo de Larva a gravidade tem efeitos diferentes, mediante da direcção de onde empurramos a esfera. Ou seja, se empurramos a esfera num determinado sentido, ela cai no vazio e é game-over. Mas se for empurrada num sentido diferente, já “cai” para outra superfície. É um conceito difícil de descrever (e assimilar!) que torna este jogo em algo bastante desafiante.

Screenshot

Ora como colocar todas as esferas nas caixinhas desta forma? Crazy gravity, of course.

Mas este Sokoban 3D marado não é o único mundo. em “Garden”, por exemplo, o objectivo é empurrar um quadrado verde em todas as superfícies brancas de um determinado nível. Ao passar numa superfície branca, cresce um cubo verde e não podemos voltar atrás, obrigando o jogador a descobrir uma maneira de percorrer a área sem ser necessário repetir posições. O mundo de Whale é outro ainda mais bizarro. Aqui temos de empurrar uma série de cubos ao longo de uma superfície até a um abismo. Mas não se empurram os cubos directamentes, não. Aqui os cubos extendem umas linhas em cruz como se um par de eixos se tratasse, e é empurrando esses eixos que conseguimos movimentar os cubos. Cada mundo tem uma versão avançada com puzzles ainda mais complicados. Por exemplo, em Advanced Whale, estes puzzles seguem superfícies 3D, assim como o Planting (“Advanced Garden”). Mas existem ainda muitas mais mundos com diferentes mecânicas de jogo, cada uma mais difícil e bizarra que a outra. Por exemplo o mundo “L and W” mistura a jogabilidade de Advanced Larva com Advanced Whale.

Screenshot

Ecrã de selecção do nível, os desbloqueados possuem uma esfera mais clara.

Como já deu para perceber, English Country Tune é um verdadeiro jogo de puzzle, que apresenta puzzles inovadores e bastante desafiantes, não deixando no entanto de ser um jogo com um certo apelo casual, pela simples característica de se pegar a qualquer altura e tentar resolver um puzzle que já se tenha desbloqueado. Visualmente é um jogo muito simples, com estruturas 3D que não necessitam de grande detalhe. No entanto devo dizer que os menus de escolha de “mundo” e nível agradam-me bastante, com uma estrutura algo molecular. A música essa felizmente é bastante ambiental, o que é ideal face aos desafios que teremos pela frente. Se fosse uma música irritante provavelmente já tinha mandado o PC pela janela.

No fim de contas, recomendo este English Country Tune a quem for um fã de jogos puzzle, pois este é um jogo que dá bastante que pensar e preza pelas suas mecânicas de jogo bizarras, mas originais. Para além de Windows/Mac/Linux, o jogo está também disponível para os aparelhos com iOS.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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