Half-Life: Opposing Force (PC)

De volta à aclamada série da Valve para a primeira expansão oficial que Half-Life recebeu. Opposing Force, desenvolvido pela Gearbox (estúdio que nos trouxe Borderlands, Brothers in Arms e coisas não tão boas como Aliens Colonial Marines), Opposing Force tal como o nome indica coloca-nos na pele de um outro lado do conflito ocorrido em Black Mesa, nomeadamente no Cabo Adrian Shepard, membro da força HECU (Hazardous Environment Combat Unit) enviada para Black Mesa com a missão de controlar a invasão alienígena e silenciar todas as testemunhas. Infelizmente, ao contrário das outras versões do Half-Life que possuo, esta expansão apenas a tenho em formato digital, comprada por um preço muito reduzido numa das steam sales em que a Valve vende o seu catálogo a preços baixíssimos.

Half-Life Opposing ForceTal como o jogo original, a acção começa de uma forma algo cinemática, onde Adrian Shepard, acompanhado dos restantes elementos do esquadrão, se encontram a fazer o briefing da sua missão em Black Mesa, a bordo do avião que os transporta. Tudo corre bem até à altura em que estão mesmo a chegar a Black Mesa, onde são atacados por aliens de Xen e o avião despenha-se na base. Após um “blackout” acordamos já dentro das instalações de Black Mesa, onde alguns cientistas sobreviventes nos prestaram os primeiros socorros. O resto não é muito difícil de imaginar, sendo uma aventura paralela aos acontecimentos de Gordon Freeman. Aparições misteriosas do G-Man e o surgimento de tropas especiais “Black Ops” com o intuito de limpar o sebo a tudo o que mexa também fazem parte desta aventura.

screenshot

Existem novos modelos de NPCs e inimigos, incluindo este segurança guloso

A jogabilidade é a mesma do Half-Life, pelo que recomendo a leitura da sua análise, pois não me vou alongar muito neste aspecto. Apesar de naturalmente a expansão não ter a mesma duração do original, ainda assim acho Opposing Force um produto bastante completo. Para além de uma campanha relativamente longa por outras localidades de Black Mesa, Opposing Force introduz uma série de novos inimigos e armas, tanto de fabrico humano, como uma metrelhadora pesada ou uma sniper rifle, ou outras Xen. Uma das mais interessantes, sendo inclusivamente necessária nalguns puzzles, é uma arma baseada nas criaturas Barnacle – aquelas com uma “língua” comprida, servindo de gancho para alcançar algumas posições longínquas. Apesar de na minha opinião Opposing Force ser um jogo com muito mais tiroteio, a componente de exploração e puzzle-solving para avançar no jogo ainda está muito evidente. O modo como o jogo conta a história continua o mesmo e há algumas incursões bastante interessantes, fazendo uso dos companheiros de armas de Shepard. Médicos para curar outros marines, engenheiros para arrombar portas, são alguns dos exemplos, para além de utilizar os cientistas/seguranças sobreviventes para abrir certas portas de laboratórios.

screenshot

Gordon Freeman ainda faz uma breve aparição antes de partir para Xen

Visualmente o jogo continua impressionante para a data, apresentando novas secções de uma Black Mesa muito convincente, como os seus laboratórios de teste em criaturas alienígenas, bem como mais uma pequena incursão ao mundo dos Xen. A narrativa apesar de não ter o mesmo apelo da aventura original de Gordon Freeman, está na mesma muito bem conseguida, mostrando o incidente de Black Mesa por outros olhos, mas ainda repleto de algum mistério, também pelas aparições do G-Man, personagem fulcral no futuro de Black Mesa. Tal como o jogo original, a música é algo que aparece apenas no momento certo, em alturas de maior tensão ou tiroteios mais caóticos. Durante o resto do tempo, somos abandonados numa gigante Black Mesa em ruínas.

screenshot

Exemplo de uma das novas armas

Em suma, acho Opposing Force uma óptima expansão, mantendo o mesmo nível de apresentação e mecânicas de jogo do jogo anterior, mas no entanto introduzindo uma série de novos inimigos e armas que acabam por resultar muito bem, bem como uma nova perspectiva dos eventos de Black Mesa. Para além deste Opposing Force e Decay que analisei recentemente para o Half-Life da PS2, existe ainda uma outra expansão chamada Blue Shift, que irei descrever em breve.

Anúncios

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
Esta entrada foi publicada em PC com as etiquetas , , . ligação permanente.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s