Project Zero II: Crimson Butterfly (Sony Playstation 2)

Project Zero IIE cá está mais um artigo sobre os Project Zero, uma série survival horror produzida pela Tecmo. Nesta primeira sequela, que é possivelmente o jogo mais aclamado pelos fãs e crítica, eu diria que melhoraram em vários aspectos e regrediram noutros. Mas já lá vamos. Entretanto eu gostaria de me lembrar ao certo como este jogo veio parar à minha colecção, a versão PS2 é a que habitualmente é mais difícil de se encontrar a um bom preço. Visto que saiu recentemente um remake deste jogo para a Nintendo Wii, é possível que a versão PS2 esteja um pouco mais acessível nos dias de hoje. De qualquer das formas, creio que a minha cópia foi adquirida através de um site nacional de classificados ou leilões, e não terá sido muito cara, certamente.

Project Zero II - Sony Playstation 2

Jogo com caixa e manual

O Project Zero original abordava a temática de rituais estranhos e sinistros de forma a prevenir que as portas do Inferno se abrissem, e neste jogo a premissa é idêntica. Desta vez, não vagueamos por uma mansão tradicional japonesa em ruínas, mas sim por uma inteira aldeia fantasma, perdida no meio da floresta. A aldeia estava amaldiçoada devido a um ritual feito no passado não ter corrido da melhor forma. Desta vez os rituais utilizariam gémeos, envolvendo mais uma vez sacrifícios humanos. Para não destoar, as personagens principais são duas pequenas gémeas que se perderam na floresta e se depararam com a aldeia fantasma, tendo ficado aprisionadas na sua maldição. Controlamos a menina Mio, que tenta proteger a sua frágil irmã Mayu e achar uma maneira de se escapar da aldeia. E mais não digo, joguem por vocês mesmo.

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A mecânica da Camera Obscura mudou um pouco, os combates são mais exigentes

Mais uma vez, o foco da jogabilidade consiste em exorcizar os espíritos através de uma máquina fotográfica de nome “Camera Obscura”. Só que introduziram várias coisas novas desde o jogo anterior. Aqui o jogo dá muito mais foco nos combates dos espíritos, é muito mais habitual lutarmos contra vários espíritos em simultâneo, quando isso era algo raro no jogo anterior, bem como as “munições” (que são apenas vários tipos de filme fotográfico) serem mais frequentes. Os espíritos têm também padrões de ataque mais complexos e variados, sendo mais difícil manter o foco com a câmara, bem como existe agora inclusivamente um sistema de combos que acaba por dar mais pontos na forma de spirit points. Estes Spirit Points, em conjunto com as Spirit Orbs que vamos encontrando ao longo do jogo, servem para realizar updates à câmara, desde updates básicos que podemos realizar desde sempre, passando para outros mais específicos que iremos desbloquear ao longo do jogo, ou então receber como recompensa ao terminar o jogo nos seus variados graus de dificuldade. Estes updates específicos à câmara conferem-lhe habilidades especiais que dão imenso jeito para derrotar alguns inimigos, como abrandar ou mesmo os paralisar. Mais uma vez a presença de espíritos é alertada pela mudança de cor do filamento da máquina fotográfica, que muda para a cor castanha quando estamos na presença de um espírito maligno, ou para a cor azul, quando se trata apenas de uma aparição temporária, ou um espírito fixo , preso a um determinado local. Convém fotografar estas aparições temporárias, pois acabam por dar alguns spirit points. O mesmo é válido para os espíritos fixos, embora muitas vezes isso acabe por ser mesmo obrigatório para se avançar no jogo. Tal como muitos outros survival horrors, vamos constantemente andar a vaguear pela aquela aldeia à procura de chaves que abram outras portas e outras pistas ou puzzles para resolver alguns mistérios.

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Olá carinha laroca

O jogo tem imenso conteúdo desbloqueável. Ao terminar o jogo pela primeira vez, e à semelhança do que aconteceu no primeiro jogo, desbloqueamos entre outras coisas, um novo modo de jogo chamado “Battle Mode” . Aqui temos 25 diferentes missões em que temos de por à prova as nossas habilidades para alguns combates mais exigentes. Para além disso, vão sendo desbloqueados novos graus de dificuldade bem novos finais à medida em que se vai terminando o jogo nesses diferentes graus. Outras coisas como diverso artwork e as cutscenes dos diferentes finais também poderão ser vistas. Para além disso existem também diversos trajes alternativos para ambas as irmãs, desta vez em muito maior número. Só nesta versão são 8, com o port da Xbox a receber mais um, e logo um em que deixa as 2 raparigas de 15 anos de bikini… vindo dos rebarbados da Tecmo não se poderia esperar outra coisa.

Graficamente o jogo é superior ao primeiro, com os cenários a apresentarem mais detalhe, bem como as cutscenes terem melhor qualidade. Mas no entanto achei o primeiro mais assustador. Em primeiro lugar, acho-o um jogo literalmente mais escuro e sombrio, estando também repleto de pequenos sustos de aparições frequentes, principalmente na primeira metade do jogo, bem como existirem alguns espíritos que na minha opinião eram mais assustadores. Um gajo com uma máscara de demónio tradicional japonesa e uma espada de samurai pronto para nos cortar aos pedaços manda muito mais pinta! Ainda assim, para quem tenha gostado de filmes como “The Ring” ou cinema de terror asiático no geral, é capaz de ter aqui um prato cheio de coisas boas, pois meninas sinistras de cabelo comprido e vestidos tingidos de sangue é coisa que não falta. Um aspecto que melhoraram bastante neste jogo foi o voice acting, que no caso dos fantasmas é muito mais convincente com os seus susurros, que as vozes pseudo fantasmagóricas do passado. No entanto achei que o jogo deu um passo atrás no que diz respeito ao som ambiente. No jogo anterior, aquilo era um ruído constante, dissonante e doentio capaz de nos fazer saltar pela janela fora. Se calhar por isso mesmo é que desta vez decidiram colocar uma ambiência mais contida, apesar de ser na mesma tensa q.b..

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As CGs estão melhor trabalhadas neste jogo.

Project Zero 2 é provavelmente o jogo mais aclamado da série, talvez por isso que tenha sido alvo de um remake recentemente para a Nintendo Wii. No entanto, como já referi atrás, considero um jogo melhor nalguns aspectos, como uma jogabilidade mais completa e desafiante, mas porém não o achei tão sinistro como o primeiro. Ainda assim é um bom survival horror que recomendo a quem gosta do género. A versão Xbox, para além de um novo grau de dificuldade e novos trajes, inclui a possibilidade de se jogar o jogo inteiramente na primeira pessoa. Já o remake para a Wii parece que para além de regravarem os diálogos, melhorarem os gráficos, incluíram novas áreas para explorar, novos finais, controlos de movimento e um novo modo de jogo que pode ser jogado com 2 jogadores. Poderá ser uma boa alternativa a esta versão de PS2 que tem sido um pouco mais chata de se encontrar.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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