Call of Duty 4: Modern Warfare (PC)

Call of Duty 4: Modern Warfare

Siga para mais um artigo para PC, pois efectivamente tem sido a plataforma que mais tenho jogado ultimamente. Este foi o meu primeiro contacto com os Call of Duty pós 2a Guerra Mundial que tive, só que ao invés de ter sido em 2007 como todos os comuns mortais, o meu caso foi apenas na semana passada. Culpas de ser o “shooter da moda” e eu ser um “unhas-de-fome” que não gosta de pagar full price pelos seus jogos. Foi adquirido numa GAME pela zona da Maia/Porto, não recordo qual, tendo o jogo (usado) custado uns 10€. Como não tem DRMs, e está em bom estado, pareceu-me bom negócio. Edit: Recentemente comprei uma versão GOTY por um décimo do valor, na feira da Ladra em Lisboa.

Call of Duty 4 Modern Warfare - PC

Jogo completo com caixa, manual e papelada

Ao contrário dos Call of Duty da 2a Guerra Mundial, os eventos nesta nova série são fictícios. A história coloca-nos nos tempos modernos, onde a Rússia vê-se envolvida no meio de uma guerra civil, com um grupo de separatistas ultranacionalistas a quererem instaurar o velho regime soviético novamente. Em simultâneo, um outro grupo militar provoca um golpe de estado num país árabe, bastante rico em petróleo, instaurando igualmente um clima de terrorismo e hostilidade perante o ocidente. O jogo coloca-nos principalmente na pele de 2 diferentes soldados, cada um pertencendo a forças militares diferentes. Um militar norte-americano dos Marines, cujas missões se passam no médio oriente, e um outro militar britânico, pertencendo ao “Special Air Service” britânico, cujo teatro de guerra é maioritariamente nos países de leste. Ao longo do jogo ainda poderemos controlar mais uma ou outra personagem, mas as facções são as mesmas. A narrativa vai alternando entre as diferentes forças militares, com cutscenes intermédias que nos vão pondo ao corrente das ligações existentes entre os dois conflitos. O jogo apresenta também missões variadas, que passam por resgate de personagens ou objectos importantes, apoio a invasões terrestres, uma missão na qual estamos a bordo de um bombardeiro norte-americano e devemos dar apoio a militares no terreno, e várias missões de infiltração, do lado dos britânicos. De facto, preferi de longe as missões do SAS, até porque as restantes personagens  que nos acompanham são bem mais carismáticas na minha opinião.

screenshot

Missões com sniping são sempre divertidas!

De resto a fórmula é idêntica aos jogos anteriores da série. Saúde regenerativa, o progresso marcado por objectivos que tenhamos de cumprir, objectivos esses marcados numa bússola no ecrã. Muitas das vezes o jogador encontra um impasse em que os inimigos não páram de surgir, é suposto mesmo que o jogador vá arriscando sempre um pouco mais em território inimigo para que a história prossiga. De resto somos presenteados como de costume com vários momentos “scripted”, de modo a que a experiência se torne mais épica e cinematográfica. O armamento consiste em armas reais, mas como eu tenho andado de volta do Battlefield 3 nos últimos tempos, já não é algo que me impressione muito. Mas em 2007 acredito que tenha causado um impacto considerável, visto que o arsenal ainda é extenso (embora não no nível do Battlefield, claro). Algo que também era novo em Call of Duty por esta altura foi um sistema de física mais realista, com superfícies destrutivas e balas a atravessarem certos materiais, forçando os jogadores a trocar de cobertura constantemente.

Para além do modo campanha, Modern Warfare apresentou um modo multiplayer muito bem sucedido. Para além das variantes de Deathmatch, CoD4 apresenta vários outros modos de jogo baseados em objectivos, seja captura em equipa de pontos chave, conquista das bases inimigas, destruição de objectivos, etc. Para além do mais existem um ou outro tweak, um modo hardcore onde o dano recebido é mais realista, e um outro modo “old school”, onde os pickups encontram-se espalhados pelos mapas, dando um feel mais da velha guarda à jogatina. No multiplayer a performance do jogador é premiada de duas formas. Com o número de kills consecutivas nas partidas, vamos podendo utilizar alguns extras, desde chamar um robot que revela as posições dos inimigos perto de si, passando por chamar ataques aéreos ou mesmo um helicóptero de combate. Para além do mais os jogadores vão ganhando também pontos de experiência como se um RPG se tratasse, permitindo que se desbloquem novas armas, acessórios ou perks. Estes últimos tratam-se de “habilidades” extra para as personagens, tais como carregar mais munições, causar mais dano ou aumentar os pontos de vida do jogador.

screenshot

Por vezes temos alguns objectivos temporizados

Graficamente, bom é difícil dar uma opinião concisa. Quando vi o jogo pela primeira vez em 2007 pareceu-me de facto muito impressionante, com uma experiência muito realista. Infelizmente a engine na qual o jogo corre não envelheceu muito bem nos PCs, tendo dificuldades em adaptar-se a processadores multicore e arquitecturas de 64bit. Com o meu PC actual, tive de o jogar numa resolução muito baixa e com os gráficos não muito puxados, para manter o framerate estável e jogável. Tendo em conta que consigo ter boas performances no Battlefield 3 que fica a anos luz deste CoD4, é uma pena não o conseguir correr melhor. Assim sendo, para quem tiver computadores contemporâneos, vou pela primeira vez recomendar que joguem este FPS numa das consolas para tirar melhor partido do audiovisual. O audio como sempre é óptimo, com excelentes efeitos sonoros, e banda sonora a condizer com a acção, excepto para a música rap dos créditos finais, que abomino.

Call of Duty 4 Modern Warfare PC

Jogo completo com caixa, manual e papelada

No fim de contas devo dizer que este Modern Warfare, apesar de o ter jogado pela primeira vez já bastante tarde, apresentou um modo campanha que me agradou bastante, apesar de ser bastante curto. Infelizmente isso é algo habitual nos restantes FPS militares modernos que possuo. E tal como referi há pouco, para quem tiver um PC recente e uma PS360, apesar de achar de longe que a combo rato+teclado é o melhor método de controlar um jogo deste tipo, a engine apresenta problemas em adaptar-se a PCs modernos, pelo que têm melhores performances na versão consola.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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2 respostas a Call of Duty 4: Modern Warfare (PC)

  1. Agora é jogar os dois restantes para fechar a história. 🙂

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