Killzone Liberation (Sony Playstation Portable)

killzone_liberation_platinumTempo agora para escrever a primeira análise a um jogo de PSP. O escolhido foi o Killzone Liberation, que serve de ponte entre os Killzone e Killzone 2, de PS2 e PS3 respectivamente. Lançado em 2006, Killzone Liberation não é um First Person Shooter como os restantes jogos da série, mas antes um shooter de perspectiva quase isométrica, que oferece bastantes novidades para a série na sua jogabilidade. A minha cópia foi adquirida na loja portuense TVGames, por 5€. Está em óptimo estado, apesar de ser a versão Platinum. Edit: Algures em Agosto de 2016 comprei a versão black label por 3€ na Cash Converters de Alfragide.

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Jogo com caixa e manual, versão Black label

Eu gosto bastante de FPS. O Killzone na PS2 é um jogo que tinha imenso potencial, mas o hype exagerado em torno do “Halo Killer” e uma produção algo apressada para colocar o jogo nas prateleiras na altura mais oportuna, tornou Killzone numa experiência com o feeling que estavamos a jogar uma versão beta qualquer de um jogo superior. Neste Liberation a Guerilla Games decidiu enveredar numa abordagem diferente. Apesar de achar que a PSP tem hardware para fazer um FPS decente (a DS tem o excelente Metroid Prime Hunters!), apenas com um analógico deveria ser algo bastante frustrante. Dessa forma, o que temos aqui é um shooter na terceira pessoa, com a câmara a dar uma perspectiva aérea, algo entre o isométrico e o “top-down view“. Com o analógico controlamos a personagem principal (Jan Templar de Killzone 1), com os botões “normais” a servir das funções básicas de disparo, granadas, recarregar e action/ataque melee. Os botões L e R servem para o mecanismo de lock-on em inimigos ou para agachar/levantar. Frequentemente teremos um companheiro para nos ajudar no jogo, ao qual podemos dar algumas ordens básicas utilizando o botão direccional, seja para mover a personagem para uma área, para atacar um inimigo, colocar bombas, etc. Isto acaba por dar um feeling mais estratégico ao jogo, mesmo que seja apenas algumas vezes.

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Também é possível conduzir veículos, como por exemplo um tanque.

A história prossegue os acontecimentos passados em Killzone. A guerra entre os Hellghast e as forças ISA continua em força. Desta vez voltamos a controlar Jan Templar, que se aventura por território ocupado de Hellghasts para resgatar uma série de prisioneiros de guerra importantes da ISA e do próprio governo de Vekta, raptados pelo general Metrac do exército inimigo. Durante o caminho Jan Templar acaba por receber ajuda dos seus colegas Rico e Luger, também do primeiro jogo. O jogo principal é composto por 4 capítulos com 4 níveis cada, sendo algo curto. Uma coisa que não gostei muito é o facto de podemos utilizar apenas uma arma (para além de um tipo de granadas). Antes de cada nível podemos escolher uma das armas que temos disponíveis para jogar, sendo que ao longo do jogo vamos encontrando várias caixas com items e munições, onde podemos trocar de arma também. Inicialmente apenas podemos escolher no início do nível uma simples “Assault Rifle”, mas ao longo do jogo poderemos encontrar dinheiro escondido nalguns caixotes que servirá para desbloquear novas armas e updates dos stats das mesmas. A acção, apesar de ser frenética em vários momentos, exige sempre que pensemos um pouco antes de disparar. Isto pois a munição é limitada e não se encontra em grandes quantidades, bem como os inimigos geralmente são “inteligentes”, procurando sempre abrigar-se do fogo inimigo e trabalhando em equipa para tirar-nos do ninho.

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Exemplo das ordens que se pode dar ao companheiro

Para além do modo história, sempre que se termina um capítulo é desbloqueado uma série de “Challenge Games”. Como o nome indica são vários desafios, desde galerias de tiro, defesa de pontos cruciais, encontrar x items no menor tempo possível, etc. O objectivo aqui é obter medalhas de ouro em todos os desafios para desbloquear novas habilidades no jogo principal, como por exemplo carregar mais granadas, ter mais pontos de vida, munição infinita, etc. Passando para a vertente multiplayer, a versão original do jogo apenas permite jogar no modo ad-hoc, uma espécie de LAN wireless. Por cada nível concluído no modo single player, é desbloqueado esse mesmo nível para ser jogado de forma cooperativa com um amigo. Para além disso temos os jogos mais tradicionais como Deathmatch e variantes, Assault e Capture the Flag, onde podem jogar um máximo de 6 pessoas. Há pouco falei numa “primeira versão” do jogo, pois este tem DLCs. Eu tenho uma perspectiva muito crítica em relação a DLCs. Se for conteúdo inteiramente novo como os velhinhos expansion packs que comprávamos para jogos como Quake ou Diablo, por mim tudo bem. Agora cobrar por coisas que deveriam pertencer ao jogo principal de raiz, isso é que não. Poucos meses depois de Killzone Liberation ter saído, foi lançado um DLC que inclui 1 capítulo novo (que conclui a história do jogo), um modo extra no multiplayer (uma variante de Deathmatch), novos mapas multiplayer, e suporte a jogo online, com os mesmos modos de jogo descritos em ad-hoc. Felizmente este DLC foi lançado gratuitamente, embora hoje em dia não seja possível fazer-se download de forma oficial. Felizmente na internet encontra-se tudo e pude jogar o último capítulo. Os servidores para jogo online também estão encerrados, paciência. Infelizmente há uma opção “Download” que para além do DLC deveria deixar-me fazer download dos items que ganhei ao completar os desafios, como temas, artwork e afins, coisa que já não tenho acesso.

Graficamente é um jogo bastante competente, com cenários 3D bem detalhados tendo em conta a máquina em questão e o ano de 2006. Infelizmente não me pareceu haver uma variedade de cenários tão interessante como no Killzone original, mas isso é o menos. Para além de bons gráficos o jogo tem uma física interessante aplicada às personagens inimigas, é engraçado vê-los a voar após uma explosão de uma granada ou similar. A nível de som, confesso que não prestei muita atenção à banda sonora, mas o voice acting está bom. Mantiveram as vozes do jogo original, gosto bastante da voz da Luger, pena que poucas vezes ela participe activamente no jogo. Pelo contrário não gravaram muitas vozes para o Rico, acaba por ser um pouco repetitivo e monótono ouvir sempre os mesmos insultos para os Hellghast, que mantiveram as suas vozes e visuais característicos.

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Exemplo de uma partida multiplayer

Para concluir, considero Killzone Liberation como um óptimo shooter para a PSP. Apesar de apreciar mais a mecânica de FPS, a Guerrilla Games conseguiu tirar bom partido das características da PSP, resultando num jogo bastante agradável. Quem tiver PSP e gostar de jogos de acção, tem aqui um prato cheio. Para uma melhor experiência é altamente aconselhado a instalar o DLC que apesar de já não estar oficialmente disponível no site de Killzone, encontra-se muito facilmente por aí. Para além das novas funcionalidades, acrescenta um último capítulo que conta a história que ficou por contar no final do quarto capítulo, que terminou de uma maneira algo abrupta.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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